O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (11) que mais um ministério deve ser incluído nas discussões sobre cortes de gastos públicos que, segundo ele, avançou nas conversas com a participação do presidente Lula no último domingo. De acordo com Haddad, a inclusão de mais um ministério no esforço para reduzir despesas foi pedida pelo presidente Lula. Mas o ministro não informou qual ministério foi escolhido.
O ministro da Fazenda disse também que é normal a resistência à proposta de cortar gastos, inclusive dentro do seu partido, o PT, que participa das discussões para controlar as contas públicas. Nesta segunda-feira, movimentos sociais e sindicais, como a CUT, MST, MNU, além do PT e PSOL, lançaram um manifesto contra os cortes de gastos. Para essas entidades, uma “minoria privilegiada por isenções de impostos e desonerações injustas” está fazendo “inaceitável pressão” para constranger o governo federal.
Os movimentos denunciam o ataque a conquistas que consideram históricas, como reajuste real do salário-mínimo e sua vinculação às aposentadorias e ao BPC, ao salário-desemprego, aos direitos dos trabalhadores sobre o FGTS, e aos pisos constitucionais da Saúde e da Educação.
Os movimentos ainda apontam que “cortar recursos de quem precisa do Estado e dos investimentos públicos só vai levar o país de volta a um passado de exclusão e injustiça”.
Fonte: Rádio Agência Nacional
Foto: Diogo Zacarias