Mais de 1,5 mil exemplares de “A Cor que Nos Separa – A Origem”, obra mais recente do advogado e escritor Daniel Tonetto, foram vendidos no dia do lançamento, na última terça-feira (11), durante a Feira do Livro de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, evento do qual é patrono. O livro esgotou até em lojas online, como a Amazon.
A sessão de autógrafos durou cerca de 12 horas, das 9h às 21h, e contou até com um esquema de drive-thru para que os leitores pudessem garantir uma assinatura do autor.
A ação também contou com uma iniciativa solidária: para cada exemplar vendido no lançamento, será doado 1 kg de alimento não perecível para uma instituição filantrópica. Como foram comercializados 1.556 livros, mais de uma tonelada de alimentos serão destinados a uma entidade a ser escolhida futuramente com o intermédio da Prefeitura de Santa Maria.
“O lançamento superou todas as nossas expectativas. Foi emocionante ver tantos leitores, amigos e familiares compartilhando conosco esse momento tão especial”, disse Tonetto.
Quem não pode estar presente na data do lançamento, terá nova oportunidade de conversar com o autor neste sábado (15), na Feira do Livro de Santa Maria, montada na Praça Saldanha Marinho, das 10h às 12h.
Publicado pela Avec Editora, “A Cor que Nos Separa – A Origem” conta uma história que atravessa gerações, revelando as marcas profundas deixadas pela escravidão, pelo racismo e pelos silêncios que moldam o Brasil. Continuação do best-seller nacional, em “A Origem”, Daniel Tonetto conduz o leitor por séculos de memórias, acompanhando as trajetórias de duas famílias cujos destinos se entrelaçam.
A obra é ambientada no interior do Rio Grande do Sul e explora as relações familiares e sociais ao longo de gerações. Misturando fatos históricos, processos criminais, espiritualidade e realismo mágico, resgata vozes apagadas pela história oficial e convida o leitor à reflexão sobre como heranças de violência e preconceito continuam ecoando através das gerações — e sobre a força transformadora do amor para romper ciclos aparentemente inevitáveis.
“Mais do que reconstruir uma época, quis refletir sobre ancestralidade, escravidão, racismo, imigração, pertencimento e memória. Ao longo da narrativa, uma pergunta acompanha o leitor: até que ponto somos responsáveis por enfrentar as dores que herdamos daqueles que vieram antes de nós. Os personagens carregam segredos que foram enterrados, mas nunca desapareceram. Porque aquilo que não é enfrentado permanece. Retorna nos afetos, nos preconceitos, nas ausências e nos ciclos de violência que parecem destinados a se repetir”, diz Tonetto.
O livro
Tudo começa em Angola, no século XIX, no porão de um navio negreiro rumo ao extremo sul do Brasil. A narrativa também conta a história de italianos que embarcaram fugindo da fome em direção ao país onde, em vez de sonho, encontram trabalho exaustivo e a constatação de que ali também há brancos explorando brancos — mas nada que se compare à brutalidade reservada aos corpos negros.
“A Origem” é independente, mas está ligada ao universo de “A Cor que Nos Separa”, que alcançou o topo das listas de mais vendidos do país e se destacou em rankings que reúnem autores brasileiros e estrangeiros.
O prefácio é escrito por Oscar José Carlesso, cônsul honorário da Itália em Santa Maria, que conta que a obra “nos ajuda e incentiva a compreender melhor a nós mesmos e o mundo em que vivemos, a partir de nossas raízes”.
“Resultado de séculos de tradições indígenas, colonização portuguesa e uma onda significativa de imigrações no século XIX, o Rio Grande do Sul é conhecido hoje por sua diversidade. Esse mosaico único, ao mesmo tempo incorporado à cultura gaúcha, mantém-se e amplia-se através de grupos, associações, escolas, encontros, festas, características e costumes relacionados a cada etnia. O Rio Grande do Sul é um exemplo de como a imigração pode enriquecer uma região, transformando-a em espaço onde diferentes culturas coexistem e se complementam. Nas palavras de vó Ndala: ‘… mundos distintos podem se misturar sem se destruir’”, avalia.
O autor
Daniel Tonetto é autor de oito romances, articulando produção literária consistente, presença acadêmica e experiência profissional no campo jurídico. Nos últimos anos, ele consolidou sua presença no cenário nacional com títulos como os romances Dois Caminhos (2024), que bateu recorde de vendas e foi lançado na Europa.
Nova sessão de autógrafos
* Quando: dia 15 de agosto, das 10h às 12h
* Onde: na Feira do Livro de Santa Maria, Praça Saldanha Marinho
* Preço: R$ 40
Outras obras de ficção de Daniel Tonetto
* O Inferno é na Terra (2002)
* Morte, Tráfico e Corrupção (2007)
* Crime em Família: O crime (2018)
* Crime em Família: O julgamento (2019)
* Crime em Família: O veredito (2020)
* O Madre Tereza (2021)
* Dois Caminhos (2024)
* A Cor que Nos Separa (2025)
Fonte: João Pedro Lamas
Foto: Joedison Dornelles