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Sistema de captação de água para tratamento rompido por enchentes no Rio Ibicuí, está reconstruído com investimento de R$ 7 milhões da Corsan

  • Central de Jornalismo Sistema Medianeira de Rádios
  • 07/08/2025

A Corsan finalizou, nesta quarta-feira, 6, a obra de reconstrução e interligação das três adutoras que faziam parte do sistema de captação de água bruta no Rio Ibicuí e foram rompidas, no dia 17 de junho, pelas fortes chuvas que atingiram a Região Central do Estado naquele período. Um novo trecho de cerca de 320 metros de cada uma das três adutoras foi construído embaixo do leito do rio, com proteção de ferro e concreto, para evitar novos rompimentos.

Enquanto as adutoras estavam sendo reconstruídas, foi montado um sistema emergencial para garantir a captação de água para tratamento. O investimento total, somando a instalação da estrutura de emergência e a restauração dos equipamentos danificados, foi de R$ 7 milhões. 

Cerca de 70 profissionais de Santa Maria, Rosário do Sul, Alegrete e Ijuí trabalharam alternadamente por 52 dias, entre chuva, frio, neblina e elevação do nível do rio com a enchente, para viabilizar o restabelecimento do sistema de captação, com as três adutoras interligadas para transportar a água à estação de tratamento por gravidade - sem a necessidade de bombeamento.

Mobilização para a obra

Também foram mobilizados para a obra dois caminhões munck, um guincho, quatro carretas, três escavadeiras hidráulicas, uma retroescavadeira, cinco caçambas e seis soldadores, além das tubulações de 600 e 350 milímetros. Enquanto o trabalho ocorria na localidade de Passo dos Macacos, entre Itaara e São Martinho da Serra, o sistema emergencial para captação de água foi implantado em uma área abaixo do local de rompimento das adutoras. Esse sistema emergencial funcionou pelo método de bombeamento, que é mais suscetível a quedas de energia elétrica ou a entupimento dos motores por galhos e pedras arrastados pelo rio.  

“Com as chuvas, perdemos a parte das adutoras que funcionavam por gravidade e passamos, então, a enviar água para a estação de tratamento só a partir de bombeamento. Com a interligação das adutoras reconstruídas, voltamos agora a utilizar novamente o transporte por gravidade, que nos deixa livres da necessidade de energia elétrica”, explica o engenheiro responsável pela obra, Uillian Kemmrich.  

Segundo ele, o sistema convencional garante uma vazão de 1.250 litros de água por segundo, enquanto o sistema emergencial era capaz de captar 1.050 litros por segundo. “Essa vazão maior garante o abastecimento da cidade, enquanto a vazão anterior poderia resultar em desabastecimento ou oscilação de pressão, caso houvesse alto consumo pela população ou falha em uma bomba” explica o engenheiro. Mesmo com o sistema convencional funcionando, a estrutura por bombeamento ficará montada no local para situações de emergência. 

Relembre o caso 

17 de junho

A enchente rompeu uma adutora de 600 milímetros e duas de 350 milímetros que transportavam a água do Rio Ibicuí até a estação de tratamento de água (ETA). A Corsan começou a abastecer as residências alternando por bairros, conforme os níveis de armazenamento dos reservatórios, e passou a disponibilizar caminhões-pipas e reservatórios móveis em pontos estratégicos da cidade. 

18 de junho 

A Corsan deslocou mais três bombas de funcionamento embaixo da água, para montar o sistema emergencial de captação por bombeamento. A operação foi montada abaixo do local do rompimento de três adutoras na localidade de Scremin, em São Martinho da Serra.  

19 de junho 

O sistema emergencial foi instalado para enviar água à estação de tratamento que fica na Vila Vitória. Também foi construída uma nova rede,  interligada ao sistema, para melhorar a vazão de água captada. Diferentemente do sistema convencional, que transporta a água bruta por gravidade, a estrutura emergencial funcionou totalmente por bombeamento e com menor vazão, o que aumentava a dependência de energia elétrica. As bombas também entupiam devido ao arraste de galhos e pedras pelo rio. Isso exigiu manutenção constante e tornou o fornecimento de água mais vulnerável a falhas. 

20 de junho 

A Corsan conseguiu acessar o local dos rompimentos das adutoras, o que era impossível até então, devido ao elevado nível do rio. Imediatamente, a Companhia iniciou a mobilização para realizar a obra de reconstrução das adutoras e restabelecer a captação de água por gravidade. 

21 de junho 

Iniciaram-se as escavações, por baixo do rio, para implantação dos novos trechos das adutoras rompidas. A tubulação, em polietileno de alta densidade (PEAD), foi revestida com tubos de ferro e concreto, e reforçada para evitar novos rompimentos.  

7 de julho 

Foi interligada ao sistema de captação de água a adutora de 600 milímetros, responsável por conduzir a água bruta até a estação de tratamento. O funcionamento dessa adutora, por gravidade, deu mais estabilidade ao abastecimento, até então dependente do bombeamento. 

6 de agosto 

Foi feita a interligação das outras duas adutoras de 350 milímetros, e o sistema passou a funcionar totalmente por gravidade e sem vulnerabilidade por falhas elétricas.


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